quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A Bela e a Fera

Capítulo 30
POV- Lua
Não sabia se ia atrás dele, se brigava com ele, se o beijava novamente. No final, acabei decidindo que não havia muito que fazer, além de ir atrás dele e exigir uma explicação e, quem sabe, terá  sorte de ser beijada novamente pelo meu ex-namorado.
 “Arthur, você me deve explicações.” Eu disse, quando finalmente encontrei-o perto de um dos bares da festa.
“Lua!” Ele disse surpreso.
“Olha, você não pode simplesmente beijar alguém e desaparecer.” Eu disse.
“Lua para você me perdoar e para ter você por perto eu faço qualquer coisa.” Ele respondeu.
“Arthur…” Comecei, mas não sabia como continuar.
“Lua, eu já pedi desculpas, já disse toda a verdade. Não sei mais o que fazer para provar que eu ainda amo você.” Ele me disse.
“Eu não consigo confiar em você.” Expliquei e sai dali.
A lembrança do Arthur ter mentido para mim era o suficiente para acabar com qualquer vontade de beijá-lo.
DIAS DEPOIS…….
Meu celular começou a tocar durante a aula. Decidi não atender, mas como a ligação era insistente e de um numero desconhecido me preocupei.
Assim que a aula acabou corri para retornar a ligação. Assim que atenderam eu disse:
“Oi, boa tarde, me ligaram várias vezes desse numero…”
“Ah Lua, que bom que você atendeu.”
“Quem é?” Perguntei, sem reconhecer a voz da pessoa.
“Eu sou o primo do Art…” Ele começou a dizer, mas eu interrompi ele.
“Olha, se você está ligando para me convencer de desculpar ele esquece ok?” Eu pedi.
“Não. Eu preciso de um favor seu. Eu sei que você tem a chave do AP dele. O Arthur está com câncer de novo, mas não quer fazer quimioterapia. Ele não responde o celular a horas. Nem o telefone de casa. O porteiro me assegurou que ele não saiu de casa. Ou seja, acho que ele pode não estar bem, por isso preciso da chave emprestada.” Ele disse, jogando essa ENORME bomba em mim.
“Claro, pode pegar. Aonde você está?” Perguntei.
“Eu estou em São Paulo, mas vou pegar um avião e chego em duas horas.” Ele respondeu.
“Duas horas? Se o Arthur estiver passando mal você não chegará a tempo.” Eu disse.
“Bem, eu sou o membro da família que está mais perto dele, e o Arthur detestaria que alguém que não conhece-o de verdade descobrisse que ele está com câncer.” O primo do Arthur explicou.
“Verdade…” Eu disse. “Ok, me liga quando chegar e eu entrego as chaves para você.”
“Obrigada Lua. Muito obriagda mesmo.” Ele respondeu.
Com isso desligamos o celular.
Olhei para o meu relógio, alguns minutos depois. O tic-tac que ele fazia estava me deixando angustiada.  Após muito pensar, olhei para o Micael, que estava sentado ao meu lado na cantina e pedi:
“Mica, me dá uma carona para o apartamento do Arthur?”
“Claro.” Ele disse.
No caminho, Micael tentou fazer algumas piadinhas, mas percebendo minha tenção calou-se.
Assim que cheguei no prédio o porteiro me permitiu subir. Entrei correndo pelo elevador, com o Micael atrás de mim, sem compreender nada.
Quando bati na porta e não obtive resposta senti meu coração acelerar… Quando abri a porta finalmente descobri que eu tinha todas as razões do mundo para ficar com medo, afinal, o que eu vi foi….

Nenhum comentário:

Postar um comentário