sábado, 14 de fevereiro de 2015

A Lucíola moderna

Capítulo 13
Lua despira-se para todos, é verdade, mas ela não fizera isso para provocar Arthur. A cortesã simplesmente não podia arriscar perder o emprego em troca de um amor incerto.
Assim que seus “deveres” acabaram, ela saiu porta a fora a procura de Arthur, cobrindo-se apenas de uma manta. O moreno estava sentando em um dos bancos do jardim, atirando pedras no laguinho que ali ficava.
“Vai embora!” Falou ele, assim que ouviu passos.
“Arthur perdoe-me.” Pediu Lua, pela primeira vez parecendo submissa a ele.
“Lua, hoje eu vi o que você realmente é.” Afirmou a ela.
“Arthur, tente lembrar-se de mim como da primeira vez. O que fiz hoje não me fez bem, mas não tive opção.” Explica-lhe Lua.
“Sempre existe opção.” Afirmou o moreno.
“Se não tivesse vindo, não fugirias de mim.” Falou ela num suspiro. “”Talvez conseguisse olhar para mim como da primeira vez, eu poderia ainda dar-lhe um pouco de prazer, mas agora não dou-lhe nada.”
“Compreenda, eu não sou igual a você. Posso ter dinheiro, mas todo ele provém do que sou, e por motivo que não posso revelá-lo, tenho que continuar a arrecadar dinheiro. Como posso saber que você me ama de verdade? Que se eu negar um emprego tê-lo-ei para sempre em troca?” Ela questionou-o.
“A Lua que eu vi pela primeira vez ainda mantém-se intacta, assim como a mesma cuja noite eu compartilhei, mas essa parada na minha frente eu prefiro esquecer.” Ele afirmou.
Lua, não respondeu-o, apenas deixou uma lágrima cair, afinal, o que esperava para uma cortesã como ela? Um final feliz que não seria.
Arthur então, começou a retornar para casa, onde as festividades continuavam. No meio do caminho, porém, ele recordou-se de algumas palavras dela.
“Como posso saber que você me ama de verdade?” Ficou ecoando na cabeça dele.
Arthur, virando-se de costas, falou para a loira:
“Não posso prometer amá-la para sempre, nem proporcionar o luxo que esses outros jogadores lhe proporcionam, mas posso provar que amo você.”
Caminhando até ela, ele beijou-a.  Dessa vez, ele comandava o beijo, forçando-a permitir que seus lábios tocassem-se, e enrolando as mãos no cabelo cacheado dela.

Nenhum comentário:

Postar um comentário